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Emprego - parte 2
Posted on March 18th, 2009 1 comment
Com base na experiência do dia-a-dia, posso afirmar que boa parte das ações julgadas pela Justiça do Trabalho envolve reconhecimento do vínculo de emprego.Existem muitos empregadores desonestos que contratam empregado e não anotam o contrato na Carteira de Trabalho. Com isso, lesam o empregado, que deixa de receber parte dos direitos.
No entanto, também existem muitos empregados que agem de má fé, já pensando em, no futuro, “colocar o patrão na Justiça”, como se diz por aí.
Posso contar inúmeros casos de empregados mal intensionados.
Conheci uma moça que foi trabalhar como doméstica porque não arrumava emprego como balconista. Como todos os contratos anteriores eram na função de balconista, pediu para a patroa não anotar a Carteira para não “ficar suja”. Inocentemente ela concordou. Tempos depois a moça largou o emprego e entrou na Justiça, dizendo que a patroa não havia anotado o contrato.
Num outro caso, um rapaz, quando precisava de uma grana, procurava uma empresa para trabalhar entregando panfletos na rua. Apanhava um punhado de folhetos, distribuia e recebia dinheiro em troca. Não havia dias de trabalho determinados, ele aparecia quando era conveniente, e muitas vezes se fazia substituir pela mulher. Fez amizade com os empregados da empresa e uma vez pediu que lhe fizessem um recibo de R$ 700,00, alegando que precisava comprovar renda para comprar um celular no crediário. Depois entrou com reclamação trabalhista dizendo que era empregado e mostrando o tal recibo.
One response to “Emprego - parte 2”
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Sandra March 19th, 2009 at 08:35
Rachel,
muito esclarecedor o seu post… Porém no mundo da informática, as pessoas são contratadas como PJ, mas são tratadas como “CLT”, tem que cumprir horário, recebem hora extra, normalmente há um acordo de “férias” de 15 a 20 dias… Muitas optam por esse regime por conta do salário ser maior… Já que CLT, a empresa paga imposto sobre o empregado… FGTS, INSS e deve ter mais outros… rssss… Mas essas pessoas esquecem que tem que pagar transporte, alimentação, plano de saúde e se quiser se resguardar um plano de previdência privada… Fora as apurrinhações com contador…
Sou contra o regime PJ, embora já tenha sido uma vez, pq se eu não mudasse de CLT para PJ, não seria promovida.
Hoje estou como CLT, e me sinto melhor, mesmo o salário sendo menor, mas pelo menos eu tenho férias, indenização se eu for mandada embora, no meu caso, direito a seguro desemprego e ainda posso sacar o FGTS…
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